Os sentidos do trabalho nas trajetórias de jovens egressos da educação do campo
DOI:
https://doi.org/10.25247/2447-861X.2026.n267.p194-209Palabras clave:
emancipação, formação humana, juventudes rurais, mundo do trabalho, territorialidadesResumen
O artigo analisa como o trabalho se inscreve nas trajetórias de oito jovens egressos da Educação do Campo, formados no Centro Estadual Integrado de Educação Rural (CEIER) de Águia Branca, no estado do Espírito Santo. Ancorado na compreensão do trabalho como dimensão constitutiva da formação humana, o estudo adota abordagem qualitativa e mobiliza entrevistas de história oral temática. As análises evidenciam percursos juvenis marcados por permanências, deslocamentos e retornos ao território rural, em que o trabalho assume centralidade como eixo organizador das experiências e dos projetos de vida. As narrativas indicam que a Educação do Campo atua como mediação emancipatória que amplia leituras sobre o território e o mundo do trabalho, sem impor fixação territorial. Ao mesmo tempo, tornam visíveis desigualdades relacionadas ao acesso à terra, às relações de gênero e às condições materiais de existência que configuram as trajetórias juvenis. Ao assumir um caráter (in)conclusivo, o texto contribui para ampliar o debate sobre juventudes rurais, trabalho e as condições concretas de vida no campo brasileiro.
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