Programa Liderar
Esperançando com a juventude do campo na Bahia
DOI:
https://doi.org/10.25247/2447-861X.2026.n267.p307-326Palavras-chave:
Liderar, juventude, educação contextualizadaResumo
O campo brasileiro e baiano é marcado por desigualdades estruturantes históricas e simbólicas. A educação formal enquanto princípio emancipador se enquadra em elemento fundamental. O fechamento de escolas rurais revela um cenário de contínuo descaso do poder público com a população que as demandam. De acordo com o Fórum Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (FONEC), no Brasil, de 2000 a 2024, foram fechadas 163.854 escolas, sendo 67, 60% delas em territórios rurais. Na Bahia, a situação não é diferente, apenas entre 2017 e 2021, foram 20.337 paralisações e 5.521 fechamentos de escolas do campo. Na contramão desse cenário têm-se as Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) que versam em torno da formação, reconhecendo as especificidades dos estudantes da área rural por meio da pedagogia da alternância e na educação integral e comunitária. Forte aliada na formação de jovens lideranças no campo baiano está a Escola de Formação de Lideranças Populares, o Liderar, uma experiência que tem sua primeira turma em 2003 e segue formando jovens com expressão de liderança no sertão da Bahia.
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