Bem Viver, Cosmovisões originárias e Bem-Estar Animal: diálogos para a promoção do fortalecimento das políticas públicas do cuidado interespécies
Resumen
Aquí está la traducción al español, manteniendo el tono académico y la precisión conceptual:
Este artículo se presenta como resultado de la investigación posdoctoral realizada en la Universidad Federal Rural de Pernambuco, bajo la supervisión de la profesora Ana Paula Tenório Monteiro.
Se analizan las interfaces entre el Buen Vivir, la concepción de las cosmovisiones indígenas en las relaciones interespecie y la ciencia del Bienestar Animal. Se sostiene que estas tres perspectivas, aunque arraigadas en marcos epistemológicos distintos, convergen en la construcción de una ética ampliada del cuidado interespecie, capaz de integrar saberes científicos, filosóficos, comunitarios y ancestrales. Este análisis contribuye a enfoques decoloniales y contextualizados del bienestar animal en América Latina.
Considerando que el bienestar animal ha experimentado un proceso de expansión paradigmática —dejando de ser comprendido únicamente como un campo biomédico centrado en el dolor, el estrés y la homeostasis fisiológica para abarcar dimensiones éticas, ecológicas, culturales y políticas—, puede entenderse que dicha expansión entabla un diálogo particularmente fértil con los sistemas de conocimiento indígenas latinoamericanos, especialmente aquellos derivados de cosmovisiones andinas como el Buen Vivir.
El Buen Vivir articula una ética de convivencia colectiva y armonía socioambiental. En el marco de la concepción de lo sagrado sostenida por los pueblos indígenas, presente en estas interrelaciones, el Buen Vivir establece una ontología en la cual los seres humanos, los animales y los ecosistemas ocupan posiciones igualmente fundamentales dentro de una red viva e interdependiente. La ciencia del bienestar animal, a su vez, proporciona herramientas metodológicas para operacionalizar los principios éticos en prácticas de cuidado.
La articulación entre estas perspectivas permite, así, no solo comprender a los animales en sus dimensiones biológicas y emocionales, sino también situarlos dentro de un sistema más amplio de relaciones comunitarias y ecológicas.
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