Educação e trabalho na práxis educativa do MST e sua concretização na escola
DOI:
https://doi.org/10.25247/2447-861X.2026.n267.p14-48Palavras-chave:
Pedagogia do Movimento, Educação Omnilateral, Trabalho Socialmente Necessário, PolitecniaResumo
Aborda a centralidade da categoria trabalho na luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e em sua proposta educativa. Objetiva analisar historicamente a materialidade da relação entre educação e trabalho nas Escolas de Educação Básica em conexão à luta pela terra e a construção da Reforma Agrária Popular. Tem respaldo nas elaborações do próprio movimento social e nas experiências escolares desenvolvidas em suas quatro décadas de existência. Assume como procedimentos metodológicos a pesquisa documental e bibliográfica. Sistematiza contribuições sobre a relação educação e trabalho com referência a uma concepção de escola que organiza o ambiente educativo a partir do princípio da atividade humana criativa e criadora. Considera as matrizes formativas da Pedagogia do Movimento e aprofunda a categoria pedagógica do Trabalho Socialmente Necessário. Em tais processos, destaca o trabalho enquanto valor de uso, o trabalho coletivo e a auto-organização dos estudantes como centrais no trabalho educativo. Como resultados indica indícios – não sem contradições e limites – da construção de uma concepção educativa que se coloca em direção à omnilateralidade, que afirma o caráter radicalmente educativo do trabalho e seu potencial de estreitar os vínculos da escola com a vida e suas contradições. Enfim, o estudo permite afirmar o acúmulo de uma práxis educativa no que tange à relação educação e trabalho, alinhada à construção de uma educação de perspectiva politécnica, compreendida como chave teórica para projetar um trabalho educativo comprometido com a formação de lutadores do presente e construtores do futuro, tendo por base o projeto histórico da classe trabalhadora.
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