PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS PARA ELABORAÇÃO DE UMA CARTOGRAFIA SOCIAL AUTÔNOMA

Autores/as

Resumen

A cartografia social, potencialmente instrumento de resistência de defesa dos territórios de comunidades rurais e tradicionais, tem sido amplamente disseminada, acompanhada do planejamento e da implementação de diferentes metodologias. Contudo, é necessário discernir entre metodologias que reproduzem formatos de mapeamento participativo nos quais as comunidades atuam apenas como fontes de pesquisa, daquelas em que a comunidade é sujeito ativo. Como estudo de caso, este artigo apresenta a metodologia desenvolvida pelos autores sob demanda e conjuntamente com a comunidade quilombola de Piatã, na Bahia, discutindo estratégias que possibilitem a construção de cartografias autônomas pelas próprias comunidades.

Palavras-chave: Cartografia social. Pedagogia da autonomia. Mapeamento participativo.

 Resumen

 La cartografía social, instrumento potencial de resistencia y defensa de los territorios de las comunidades rurales y tradicionales, se ha difundido ampliamente, acompañada de la planificación e implementación de diversas metodologías. Sin embargo, es necesario distinguir entre metodologías que reproducen formatos de cartografía participativa en los que las comunidades actúan únicamente como fuentes de información y aquellas en las que la comunidad es un sujeto activo. Como estudo de caso, este artículo presenta la metodología desarrollada bajo demanda y en colaboración con la comunidad quilombola de Piatã, en Bahia - Brasil, analizando estrategias que permiten la construcción de cartografías autónomas por parte de las comunidades.

Palabras clave: Cartografía social. Pedagogía de la autonomía. Cartografía participativa.

Biografía del autor/a

Rogério Mucugê Miranda, Universidade Católica do Salvador

Mestre em Território, Ambiente e Sociedade e graduado em Geografia pela UCSAL, atua tecnicamente em ações relacionadas a turismo comunitário, ecoturismo, conservação ambiental e valorização de povos e comunidades rurais e tradicionais, utilizando a cartografia social e o geoprocessamento como ferramentas de trabalho. Integra o Grupo de Pesquisa Desenvolvimento, Sociedade e Natureza (DSN/UCSAL).

Cristina Maria Macêdo de Alencar, Universidade Católica do Salvador

Doutora em Ciências Sociais do Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA/UFRRJ) Economista (UCSAL), integra a Rede de Estudos Rurais, e a GIPAP; lidera o GP DSN/UCSAL. É docente permanente do PPGTAS/UCSAL com ensino, pesquisa e extensão em Economia e Sociologia Rural; Metodologia Científica, desenvolvimento social e territorial; relações sociedade e natureza, conhecimento científico e realidade social, relações rural urbanas, dinâmicas socioambientais.

Citas

ACSELRAD, H. Mapeamentos, identidades e territórios. In: ACSELARD, H. (org.). Cartografia social e dinâmicas territoriais: marcos para o debate. Rio de Janeiro: IPPUR/UFRJ, 2012, p. 9-45.

ALMEIDA, A. W. B. Nova Cartografia Social: territorialidades específicas e politização da consciência das fronteiras. In: ALMEIDA, A. W. B.; FARIAS JÚNIOR, E. A. (org.). Povos e comunidades tradicionais nova cartografia social. Manaus: UEA Edições, 2013, p. 157-173.

ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DOS MORADORES DAS COMUNIDADES DO CARRAPICHO, MUTUCA, SÍTIO PEREIRA E CAPÃO – ACMCCMSPC. Cartografia Social da Comunidade Quilombola da Bocaina. Jul. 2022.

COLI, L. R. Sistemas de Informação Geográfica e iniciativas participativas de mapeamento: estratégias, ambiguidades e assimetrias. In: ACSELRAD, H. (org.). Cartografia social e dinâmicas territoriais: marcos para o debate. Rio de Janeiro: IPPUR/UFRJ, 2012, p. 93-122.

FREIRE, P. Extensão ou Comunicação? [recurso eletrônico]. 1a Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREITAS, E. P. de. Uma análise do ensino da Geografia utilizando as representações cartográficas no 2o ciclo das escolas públicas de Natal - RN. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Programa de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2005.

MUCUGÊ, R. Território e territorialidades fortalecidos? A cartografia social do quilombo da Bocaina – Piatã-BA. 2025. Dissertação (Mestrado em Território, Ambiente e Sociedade) – Universidade Católica do Salvador, Salvador, 2025.

LANG, M. et al. Más allá del colonialismo verde: justicia global y geopolítica de las transiciones ecosociales. Editado por Miriam Lang; Breno Bringel; Mary Ann Manahan. 1a ed. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: CLACSO, 2023.

TORRES, P. R. Terra e Territorialidade das áreas de fundos de pasto no semiárido baiano - 1980-2010. Feira de Santana: UEFS Editora, 2013.

Publicado

2026-09-24

Cómo citar

Miranda, R. M., & Alencar, C. M. M. de. (2026). PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS PARA ELABORAÇÃO DE UMA CARTOGRAFIA SOCIAL AUTÔNOMA. Revista Territorialidades, 2(2), 41–52. Recuperado a partir de https://portaldeperiodicos.ucsal.br/index.php/revistaterritorialidades/article/view/1710

Número

Sección

Dossiê