A ALTERIDADE COMO CAMINHO PARA REPARAÇÃO DO PROCESSO DE EXCLUSÃO FOMENTADO PELOS GADJÉS 1 CONTRA O POVO CIGANO
Palavras-chave:
ciganos, não-ciganos (gadjé), direitos fundamentais, reparação, alteridade, políticas públicasResumo
O presente artigo discorre sobre a história do povo cigano com intuito de apresentar esta etnia à sociedade não-cigana para que assim, seja possível pôr fim ao preconceito racial que segrega há séculos os romanis, impossibilitando-os de viver em sociedade com
dignidade. Através das pesquisas históricas o leitor conhecerá a origem dos povos ciganos e todo processo de exclusão sofrido por essa etnia e compreenderá que eles não são culpados pela fama que carregam, sendo isso, fruto da intensa discriminação que sofreram. Conhecendo o dano causado pela população não-cigana em todos esses séculos, nasce o direito de re paração que é melhor compreendido sobre o prisma da alteridade, conceito filosófico que convida a sociedade gadjé a se colocar no lugar dos povos ciganos
compreendendo suas dores e respeitando as diferenças culturais. Assim também se passa a
aplicar a alteridade nos sistemas jurídicos fundamentais para realizar políticas públicas que
atendam às necessidades da etnia cigana. O método de pesquisa utilizado no
desenvolvimento deste trabalho é a análise dedutiva, que é feita através do raciocínio lógico,
buscando a conclusão das premissas lançadas, subsidiada por investigações doutrinárias de
natureza antropológica, filosófica, jurídica e legislativas.
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