SEXUALIDADE, NEURODIVERSIDADE E PRÁTICAS INCLUSIVAS: UM ESTUDO AUTOETNOGRÁFICO
Palavras-chave:
autismo, educação sexual, autoetnografiaResumo
Este artigo, desenvolvido sob a perspectiva autoetnográfica, examina os desafios relacionados à sexualidade em adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A autora, estagiária de Psicologia, analisa sua experiência como acompanhante terapêutica (AT) de um adolescente autista de 16 anos, nível dois de suporte. O estudo evidencia a urgência de uma educação sexual inclusiva, que ultrapasse o enfoque biológico e contemple dimensões afetivas, sociais e éticas. Investir em práticas educativas adaptadas às necessidades de pessoas autistas não apenas assegura direitos, mas também fortalece a construção da autonomia, da saúde, da proteção contra vulnerabilidades e da possibilidade de vivência plena da sexualidade. Ao articular experiência pessoal e fundamentação teórica, busca-se compreender como se expressam os impasses e as potencialidades da sexualidade no contexto do autismo. A autoetnografia, nesse sentido, possibilita refletir criticamente sobre práticas clínicas e educativas, destacando tanto os desafios do manejo transferencial quanto a necessidade de estratégias que promovam inclusão e respeito à singularidade. Dessa forma, o estudo pretende contribuir para o debate acadêmico e profissional acerca da educação sexual de adolescentes autistas, ampliando as perspectivas sobre o papel do psicólogo em contextos institucionais e clínicos.