EDUCAR É UM ATO DE ESPERANÇA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Resumo
Saudar, agradecer e celebrar são palavras escolhidas, com especial ênfase em celebrar, para iniciar este texto que, desobediente ao meu controle, foi-se fazendo com matizes do coração, envolto, por preciosas a acumuladas emoções: a de vivenciar, no agora desta noite, o achatamento de duas temporalidades tão díspares e que me são tão caras: 2025, do século XXI e 1970, do século XX; a de ter vivido 36 contínuos anos nesta Instituição de Ensino, quatro deles como estudante do Curso de Letras Vernáculas e trinta e dois, como docente, lecionando, predominante, os componentes curriculares Metodologia e Prática de Ensino de Português I e II, a de ter testemunhado o nascer deste evento acadêmico de especial importância, a SEMOC, no qual me envolvi ativamente até sua 8ª edição, a de retornar a ele, na sua 28ª edição, compondo esta mesa com jovens colegas professoras e professor que fazem a UCSAL contemporânea: Alessandra Carvalho da Cruz, Odete Amanda Guerreiro Rodrigues Martinez, Liliane Vasconcelos e José Martins Abbade, a de ter Liliane Vasconcelos, relação que funde passado-presente, expandindo o espaço, antes restrito ao do aprender, ao de cumplicidade profissional, amalgamada por afeto e convicções de importância, a de encontrar um coletivo de estudantes, em processo de formação profissional, voltada para o campo da educação, com especificidades, que seriam, decerto, caracterizados por Jorge Larrosa, em Pedagogia Profana, como otimistas incorrigíveis, tal como eu, ávidos por palavras com que teçam reflexões sobre o tema-objeto que governa a SEMOC 2025 - “Educar é um ato de esperança”, delimitado pelos subtemas práticas pedagógicas e a formação de professores, questões nada pacíficas, historicamente marcadas por tensões e desafios que se vão configurando na linha do tempo, dentre os quais sublinho a contínua desvalorização do nosso ser e fazer, representada nas condições, não mais precárias, mas arriscadas de trabalho, a insuficiente remuneração, considerando a nossa permanente demanda de atualização e consumo de artefatos intelectuais, o enfrentamento de conflitos gerados pelas relações de poder exercido e infiltrado nos ambientes institucionais pelos quais transitamos, a descrença nas ações pedagógicas empreendidas, nas quais se implicam concepções, conhecimentos e opiniões, a desatenção para com o exercício cotidiano da gestão da sala de aula, constituída pela diversidade, como um bem, e pela inclusão como imperativo.