Precarização do trabalho no mercado de startups: análise do modelo utilizado pela Uber e a necessária atuação do estado na proteção do trabalhador
Resumen
O presente artigo destina-se à análise da precarização do trabalho no bojo do mercado de startups, tendo como ponto fulcral o modelo de negócio utilizado pela Uber e a necessária regulação estatal com vistas em proteger o trabalhador hipossuficiente. Será empenhada devida pesquisa acerca dos elementos que constituem o contrato de emprego, buscando demonstrar a exegese adequada ao caso concreto, notadamente no que se refere à subordinação do empregado e à incidência de direitos trabalhistas. O artigo gravita em torno das estratégias comumente utilizadas pelos fundadores de startups a fim de se eximirem de custos e de encargos trabalhistas, contudo, será demonstrado como os tribunais nacionais e internacionais têm se posicionado a respeito desses contratos e a incidência do princípio da primazia da realidade sobre a forma nos estatutos jurídicos da empresa. Analisar-se-á a precarização do trabalho do motorista de aplicativo, demonstrando os riscos à saúde e integridade do empregado frente à mitigação dos direitos garantidos pela lei. Entende-se necessária, também, uma atuação ativa do poder público no que tange à regulação dessas relações, de modo que a edição de normas específicas voltadas ao trabalhador uberizado possam afastar a casuística, proteger o polo vulnerável da relação e salvaguardar os direitos garantidos pelo regime celetista.Descargas
Publicado
2021-01-29
Cómo citar
Wyzykowski, A., & Almeida, M. P. (2021). Precarização do trabalho no mercado de startups: análise do modelo utilizado pela Uber e a necessária atuação do estado na proteção do trabalhador. Revista Direitos Fundamentais E Alteridade, 4(1), p. 119–143. Recuperado a partir de https://portaldeperiodicos.ucsal.br/index.php/direitosfundamentaisealteridade/article/view/764
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