Educação do campo e trabalho com mutirões agroecológicos
Sentidos atribuídos e a pedagogia engajada no CFP/UFRB
DOI:
https://doi.org/10.25247/2447-861X.2026.n267.p129-152Palavras-chave:
Educação do Campo, Mundo do Trabalho, Engajamento SocialResumo
O artigo teve como objetivo refletir acerca dos sentidos atribuídos ao trabalho com mutirões em atividades da Educação do Campo. Os desdobramentos da produção emergem de inquietações no Centro de Formação de Professores (CFP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Amargosa - Bahia, englobando experiências do grupo de pesquisa Docência, Currículo e Formação (DOCFORM/CNPq). A pesquisa qualitativa está atrelada a metodologia compreensiva (Luz, 2018). Como dispositivo da produção de dados utilizou-se a observação em mutirões do grupo, questionário, com questões abertas, fechadas e a utilização da livre associação de palavras, por meio de formulário enviado em plataforma virtual. Os participantes foram dez integrantes da Comissão Político Pedagógica (CPP) do grupo de pesquisa DOCFORM. O referencial teórico que fundamenta a pesquisa conta especialmente com bell hooks (2017; 2021), Paulo Freire (1983; 1998; 2001), Cacique Babau (2023), Antônio Bispo dos Santos (2023), dentre outros. Como resultados, a dimensão da circulação dos sentidos atribuídos ao trabalho com mutirões na Educação do Campo confirma-se como uma experiência de sociabilidade e compartilhamento de vida e produção. Considerando a pedagogia engajada do grupo, avançamos defendendo a prática do trabalho com mutirões na Educação do Campo como possibilidade de fomentar uma educação democrática, e como espaço de produção fecundo para formação de professoras e professores.
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